7 de fevereiro de 2009

Pequena biografia de Manuel Costa, lançador de modas

Manuel Costa é lançador de modas. Nascido e criado na aldeia transmontana de Gache na década de 80, cedo demonstrou ter uma especial aptidão para o lançamento de modas. Os primeiros sinais desta faceta reveleram-se quando, ainda na 4ª classe, surgiu na escola com as calças sujas de merda de cabra (que havia passeado na tarde anterior) e no dia seguinte metade dos seus colegas de turma apareceram da mesma forma. Foi nessa altura que achou que podia lançar modas. Falou com os pais e eles, receptivos, ordenaram-lhe que fosse varejar a azeitona.
Seguiram-se anos a efectuar diversos trabalhos na construção civil, na agricultura e na conduução de autocarros do circuito Carro Queimado-Gache-Vale de Nogueiras. Nesse tempo Manuel sentia-se infeliz pois nada do que fazia o completava. A viragem do século trouxe também a viragem na vida de Manuel. No ano 2000 decidiu que ia ser espectador assíduo de reality-shows. Então em Portugal toda a gente começou a ver reality-shows. Novamente demonstrava ser um predestinado. No seguimento do que havia passado achou por bem votar no Zé Maria para vencedor do Big Brother. Os portugueses seguiram-no em força e o barranquenho que gostava de tomar conta de galinhas e fazer massa para a construção civil nas horas livres tornou-se o vencedor do supracitado programa. Mais uma prova inequívoca dos seus dotes.
A partir daqui foi uma vida em crescendo. Tornou-se accionista maioritário de uma fábrica de calças à boca de sino e começou a andar na rua com esse género de calças. Durante dois anos os jovens portugueses seguiram-no e os anos 2000/2001 foram vividos com os pés a pisar as calças à frente. Manuel (Nelo dos Suspensórios para os amigos, devido ao facto de ter caído na fonte da aldeia quando tinha 6 anos e ter sido salvo graças ao seu primo actualmente emigrado no Luxemburgo que lhe agarrou nos seus suspensórios para o tirar de lá.) era agora um milionário e decidiu fazer caridade, tornando os actos de caridade moda, o que fez com que os stocks de arroz da AMI batessem records de fazer inveja à inflação do Zimbabué.
Em 2004 fez os dois negócios mais arriscados da sua vida. Na primavera tornou-se agente de uma banda romena, os O-Zone e comprou uma fábrica de bandeiras. No verão colocou uma bandeira na varanda e começou a cantarolar "Nomanomaei... nomanomaei...", acordando no dia a seguir com o som de Dragostea Din Tei na voz de todos os portugueses. Os mesmos portugueses que tinham a bandeira na varanda, a maior parte delas ao contrário.
A sua vida prosseguiu na mesma linha e em 2008 assinou um contrato com a RTP por dois anos para cantarolar músicas antigas, contagiando assim os portugueses e, sobretudo, as audiências.

2 comentários:

Pesqueira disse...

ehehe os O-Zone!Já à bué que não ouvia falar nesses grandes artistas!!tenho saudades desses tempos, em que ouvia o grande hit deles nos carros descapotáveis dos meus amigos franceses!Bons tempos!

Tá a ir bem o teu blog, continua!

Siegfried disse...

"Os mesmos portugueses que tinham a bandeira na varanda, a maior parte delas ao contrário."
Ao contrário e com castelos chineses!

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