25 de abril de 2015

ela

Observei-a e fixei-me nos olhos. Neles pairava um vazio, como se aquelas pupilas fossem um programa eleitoral do PS. Queria tocar-lhe e saber-lhe os traumas, saber-lhe o caminho, saber-lhe um olhar mais feliz.
Mas quem era eu ao pé dela? Aliás, quem era eu que tinha em mim todo o desejo de a fazer feliz, se ela nem sabia quem eu era? E eu sabia quem era eu?
O mundo e o tempo seguiam o seu caminho lado a lado, de mão dada, como sempre havia sido, desde o tempo do Adão, Eva e Mário Soares. Se o tempo dá um passo, logo o mundo o acompanha. Se o mundo dá um passo, logo o tempo o segue. E eu fiquei imóvel, como se o mundo e o tempo tivessem parado só para dar uma mija. Como se ela fosse mais que o mundo e mais que o tempo e mais que o tempo e o mundo juntos e mais que o tempo e o mundo e eu juntos.
Só a olhava a ela, castelo de melancolia, masmorra de sentimentos, prisão de ventre. E ela, como se ela fosse mais que o mundo e mais que o tempo e mais que o tempo e o mundo juntos, e só não era mais que o mundo e mais que o tempo e mais que eu juntos porque ela não me conhecia, ela, dizia eu, fitava o horizonte. O horizonte dela, que só os olhos dela conheciam. E entre os olhos dela e o horizonte era o mundo dela, o mundo que ela via agora, todo aquele espaço em que se acontecesse alguma tragédia e viessem os jornalistas ela poderia dizer vi, sim senhora.
deus me perdoe mas eu matava por ela e eu nem sabia quem ela era. Muito menos ela sabia quem eu era e, deus me perdoe outra vez, que eu matava por ela. Pior, eu matava-me por ela.
Era o fim da tarde daquele dia. Já perdi o autocarro? Olhei para o relógio, não, ainda tenho cinco minutos. E apressei-me, não sem a fitar uma última vez. E prontos foi isso

21 de agosto de 2014

Carina

-Como é que fazes essa cena?
-Que cena?
-Pá, isso.
-Isso o quê?
-Não posso dizer, não vês que estamos a ser lidos?
-Então mas como é que eu sei do que estás a falar?...
-Não me digas que és assim tão burrinho que não percebes.
-Digo.
-Pronto. Era isto.
Podia ter sido esta a conversa de Ricardo e André na noite em que embarcaram para o resto da sua vida. Mas o ambiente congelava-lhes também as palavras, como se estas fossem estanques, sólidas e não tivessem vontade própria. Isto era só na cabeça deles, as mesmas cabeças que tinham sido massajadas pela noite e pelas mãos de Carina.
Quem é Carina?
Não interessa.
No resto do mundo, naquela parte do mundo que não era a cabeça deles (e que por isso mesmo para eles não era sequer mundo, ou pelo menos mundo que conhecessem), aquilo eram dois homens envergonhados por partirem rumo a um campismo gay.
Então e o que faz a Carina ali no meio?
Não interessa.
-Foda-se.
-Foda-se, o quê?
-Nada.
-Nada não. Agora dizes foda-se do nada? Fala direito, meu caralho que já tens aí os filhos da puta duns dentes.
-Foda-se esta merda. Satisfeito agora?
-Não. Sabes que só fico satisfeito no fim, meu filho.
-Carina, anda cá.
Foda-se, afinal quem é a Carina?
Não interessa.
O mundo não os tinha preparado para isto. O mundo não prepara ninguém para nada. Vem e dá-te uma chapada sem teres pedido, como aquelas professoras primárias que são viciadas em anti-depressivos e depois batem nos miúdos, nos miúdos errados ainda por cima.
Um ex-dono do BES e um médico. Niguém diria que eram gays. Talvez chamassem paneleiro de merda ao primeiro mas mais pelo ódio às sua opções financeiras do que às sexuais.
A Carina foi embora. Espera, quem é a Carina?
Não interessa.
A noite e o sono eram teimosos. Uma não ia, o outro não vinha. E o barco seguia o seu caminho, indiferente a isso, a isso e ao resto, que aos barcos desta vida pouco interessa o que pensa este ou aquele, a menos que estejam a pensar em conduzir o barco.
-Vou-me deitar.
-Posso deitar-me contigo?
-Não.
-Rabeta!
-Até amanhã.
-Que merda de post é este?
 

4 de agosto de 2014

Este post não tem piadas racistas

Era uma vez uma criança da Etiópia chamada Maria. A Maria tem 5 sacos de arroz, deu dois ao Mantorras, com quantos ficou? Com nenhum, acordou e caiu da cama. Depois acordou outra vez, estava só a sonhar que tinha uma cama.
A Maria tinha uma mosca de estimação, que lhe entrava sempre dentro da narina esquerda. Chamava-se Muambo. Era uma querida, entrava-lhe pela narina de forma a não lhe fazer comichão.
Um dia vieram as hienas.Mas era de noite, e por isso não viram a Maria.
Mas a mosca não voltou dessa noite. Fazia vento. A Maria acordou na Somália.
Na Somália não dão as Tardes da Júlia, porque é depois do almoço. Na Somália, não gostaram muito da Maria e queimaram-na. Depois comeram.

20 de dezembro de 2013

E-mail ao Pai Natal

Olá Pai Natal! Espero que receba este email com boa saúde, embora o seu rouco Oh Oh Oh me faça pensar que o tabaco não lhe vai deixar muitos mais anos de vida. Além disso, como alguém que tem a actividade profissional mais intensa numa altura em que todos estão a lambuzar-se com doces e fritos também me quer parecer que o seu colesterol não estará famoso. Apesar disto tudo, continuo a acreditar que dia 24 se apresentará  resplandecente e vivaço pronto a espetar os dentes nas rabanadas dos presenteados (quando digo rabanada refiro-me ao doce também conhecido por fatia dourada em locais onde o português não é devidamente tratado, e não com segundos sentidos sexuais. No entanto, se o Pai Natal pretender espetar os dentes noutras rabanadas, peço-lhe que esteja à vontade, desde que não o faça em minha casa).
Posto isto, tenho uma reclamação a fazer-lhe. A única vez que lhe escrevi alguma coisa foi em 2010 (http://coisasmuitoestupidas.blogspot.pt/2010/12/e-mail-ao-pai-natal.html), de onde constava uma série de pedidos, a saber:
a) A morte de uma determinada docente do departamento de letras da UTAD cujo primeiro nome começa por uma vogal (não digo mais porque não sei quem lê isto mas acredito em na sua omnisciência, Pai Natal, para saber quem é o ser que me atormenta);
b)Um golpe de Estado que transformasse Portugal numa monarquia da qual eu seria o legítimo dono do trono;
c)2 barris de cerveja.
d)Uma jovem de 19 anos, cabelo escuro, 1.65m, olhos verdes, raça caucasiana mas com um tom de pele moreno, medida de sutiã: 36C, magra e com o traseiro saliente, que goste de futebol, saiba cozinhar, seja inteligente, tenha bom sentido de humor e perceba de política;
O pedido a) eu compreendo que não mo tenha realizado porque sabia que eu iria ser avaliado em 14 pela docente em questão. Não obstante o seu falecimento agradar-me-ia bastante, bem como a todos aqueles que não percebem nada de deíticos. O pedido b) foi cumprido em parte, trocando-me a mim pelo prof. Cavaco Silva, o que eu também compreendo porque nesse ano não comi o bolo-rei todo, e todos nós sabemos da sua preocupação com não deixarmos nada no prato. Já relativamente aos pedidos c) e d) continuo à espera 3 natais depois!
Pai Natal, julgo que não está a compreender a importância da situação, eu preciso mesmo dessas duas coisas, pelo que agradecia que não se esquecesse este ano! Relembro-o que já me vesti de si para os meus primos e que seria uma tristeza se eu por acaso durante a distribuição de prendas tirasse a barba e eles percebessem que é uma fantochada. Estamos entendidos?

7 de novembro de 2013

Boa noite

Na escuridão de uma congelante noite, poucos se aventuravam a passear pelas ruas. Desde que o município havia cortado na iluminação pública nocturna que o medo era a companhia de quem saía de casa depois do Telejornal. Entre os poucos corajosos que desafiavam as trevas, conta-se o protagonista desta história. Destemido como ninguém, louco como poucos, corria pela vila na ânsia de encontrar um café com Benfica TV.
Falamos de João Pedro, regressado aos ares que o viram crescer, exactamente três anos depois de ter fugido com a mulher que o viria a trair com o homem dos gelados
-Malditos portistas!- rosnava a cada balcão quando lhe diziam que ali não havia ninguém do Benfica.
Passeava fulo pelos passeios, fulminava os cães com o olhar e soltava umas caralhadas que só a noite escutava. E como que absorvido pelo triste fado de não ver a equipa do coração, (nem sequer saber quantos tentos o Cardozo já apontara) não reparou que alguém o seguia.
Toninho. Entre pataniscas e copos de vinho, em todos os balcões da vila se dizia cobras e lagartos deste homem. Ninguém lhe ousa falar alto, nem nunca houve alguém capaz de contrariá-lo quando afirma que o Paulo Portas é uma pessoa séria e bem intencionada.
(nota: este Paulo Portas não é o vice-primeiro ministro português, é um primo da cunhada do avô dum gajo que conheci aqui há dias)
Estivera preso por três ocasiões. Dois tiros certeiros custaram-lhe dez anos de vida de liberdade, um assalto mal sucedido a uma sex-shop mais três. Não sai de casa desarmado e todos os que o ousaram contrariar em vida não voltaram para contar!
(só foi uma vez que alguém o contrariou e como essa pessoa depois emigrou para o Luxemburgo, ainda não veio nenhuma vez à terra para poder contar)
Sorte a de João Pedro não se ter apercebido da situação. Qualquer homem daquela vila já pingara as calças de medo se ali estivesse, temendo por não voltar a ver os seus.
Ultrapassada a esquina da Funerária Emílio Vasconselhos Unipessoal Lda. João Pedro, olhou sobre o ombro e viu a temível figura.
Disse-lhe boa noite e seguiu caminho.

11 de agosto de 2013

Texto sem título definido (e sem piada também)

Manda a lei da boa educação que se diga senhoras e senhores e não senhores e senhoras. Uma vez uma pessoa enganou-se e disse ao contrário, a sua vida nunca mais voltaria a ser a mesma. Mas não é para falar disso que estamos aqui, estamos aqui porque abrimos o blog nesta página.

No tempo em que os animais falavam e não chegavam a Presidente da República, dizia-se que as cobras tinham má língua. Foi-se a ver e era mentira, mas a verdade nunca foi reposta. ("e oh mais num sei" dizem vocês)
Na verdade, as cobras sempre foram dos animais mais cooperantes. Isto até ao dia em que os dinossauros (dinossaurios na linguagem doutros nativos da língua lusa) votaram no leão para o rei da selva. Depois de uma campanha em que as sondagens davam como certas a vitória do dragão de komodo, o resultado final (1º Leão - 36% se votos, 27 deputados na assembleia da selva; 2º Hiena - 31 % 20 deputados; 3º Dragão de komodo - 26%, 16 deputados, 4º Suricate em coligação com Abelha 10%, 6 deputados) causou celeuma. Os reptéis juntaram-se e criaram um coligação de protesto, rapidamente descredibilizado pelo Rinoceronte, uma espécie de Miguel Relvas, mas com as cadeiras todas feitas.
Desde então, as pessoas pensam mal das cobras porque a verdade foi manipulada. E nunca mais ninguém se lembrou que na campanha o leão tinha prometido assar zebra todas as quintas-feiras!

31 de julho de 2013

Era uma vez no circo

Estavam dois palhaços vestidos de primeiro-ministro e de vice-primeiro-ministro a discutir o seguinte:
-No meio da savana, tinhas mais medo a quê? A um dragão de komodo ou um búfalo?
-Um dragão de komodo?? O que é isso?
-É um animal bué perigoso
-Mas chama-se mesmo dragão de komodo?
-Ya man.
-Que cena. E isso existe em Portugal?
-Não, acho que só existe em África e na Oceania.
-A Oceania? O que é isso?
-Então tu foste ministro dos negócios estrangeiros e não sabes?
-Oh não me fales nisso de ministro dos negócios estrangeiros. Ainda hoje tenho pesadelos com isso.
-Pronto desculpa. Vê lá, não te demitas por causa disto.
-Não. Este ano não me demito mais.
A conversa foi interrompida pelo telefone. Do outro lado da linha estava um amigo deles.
-O meu tacho?
-Que tacho?
-O meu. Já te ando a pedir há não sei quanto tempo.
-Vou falar com a minha mulher. Ela também fica com os tupperwares todos das amigas.
-Ok.
-Era desse tacho que estavas a falar?
-Não...
-Pronto. Então vou falar com outro palhaço. Amanhã liga-me que eu já devo ter arranjado uma coisa porreira para ti.
-Obrigadão. Um abraço.
-Um abraço.

-Este gajo é um chato. Ainda o vou entalar.
-Não faças isso. Vai antes brincar aos submarinos.

(Nota: O que vocês acabaram de ler é uma história de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

12 de novembro de 2012

Fernado, o essencial

Estávamos os dois demasiado enjoados com aquela sandes de atum para puxar o assunto. A casa das sandes devia ser processada dizia ela e eu com aquilo para lhe dizer.
Fomos até casa dela debaixo de chuva, a tortura, a mayonese às voltas eram impulsionadas com o bater das pingas no guarda-chuva. Nunca me sentira assim, enjoado e sem conseguir vomitar. No fundo era uma metáfora de mim, tinha que falar e não conseguia. E na escuridão da tormenta, só desejava tomar um banho quente e descansar. A conversa ia ficar para outro dia. Ainda bem que assim decidi, se da boca nada saía, o mesmo não se podia dizer do meu rabo. E durante uma hora a sanita foi o trono da minha impotência em falar com ela!

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Não consigo, vou escrever-lhe um poema.

Doce Jezebel
Recolhe de meu coração
tod'a minha admiração
do teu sabor a mel

Sempre adorei apicultoras
das quais és a que mais brilha
À noite quando te chamo filha
E levas poucas e boas

Mas nosso amor está condenado
Carrega uma cruz maligna
Que não me resigna
Não me conforma o meu phado

Se o sol hoje me ilumina eu te acuso
de seres a culpada de minha phelicidade
olha agora não sei com o que rimar mais por isso vou-te já te dizer o que ando há bué para te dizer mas ainda não arranjei coragem e daí fazer este poema. então pronto, é assim eu sou alérgico a abelhas. mas eu gosto bué de ti princesinha linda!

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Ficamos juntos e felizes para sempre.

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Quando fizemos 50 anos de casamento ela escreveu-me um poema

Meu velho Fernando
Tantos tempos que vem a meu lado passando
Que para sair à rua já tem de ir de bengala
E quando lhe dói a barriga não se cala!
Guardo todos estes anos com especial ternura
Na mesinha de cabeceira ao lado da tua dentadura
Bons tempos foram aqueles em que o mastro ainda levantava
O veleiro da nossa loucura, hoje já nem com viagra!
Amo-te muito e deixo-te um conselho:
Toma banho que cheiras a velho!

15 de outubro de 2012

O Gushjen foi às compras ao Trustou

O Gushjen foi às compras ao Trustou; eram 5 da tarde quando o rapazinho, a pedido da mãe, saiu de casa para comprar dois quilos de laranjas, dois quilos de arroz e três pacotes de mestifas. Passou por um padre que lhe ofereceu um chupa-chupa, o Gushjen perguntou São de coca-cola? e o padre respondeu que eram de água benta, então o Gushjen disse Não, obrigado e foi à vida dele que era ir às compras ao Trustou porque aquilo fechava às seis e já passava das cinco e meia. Quando chegou lá andava um zombie no corredor dos congelados e um vampiro no corredor dos broicentes, andavam a fazer a promoção dumas séries que davam na TV Cabo mas o Geshjen não os conhecia porque não tinha TV Cabo e desde que tinha havido a a mudança para a TDT nem os quatros canais tinha e por causa disso teve medo e mijou-se todo, e houve uma velha que viu e foi ajudá-lo, levou-o à casa de banho e limpou-o e perguntou-lhe o que ele tava ali a fazer sozinho e porque é que se tinha mijado todo, ele disse porquê e ela explicou-lhe que os zombies e os vampiros não eram a sério, que isso não existia, só nos filmes e assim e ele lá foi outra vez porque já estava quase a fechar e se ele não levasse as compras comia por cima. Na caixa foi atendido por uma gaja boa mas ele não se apercebeu porque como ainda é pequeno não repara nessas coisas, e lá foi ele à vida dele que era ir para casa antes que fosse jouter.

29 de julho de 2012

Diário de Brian

A evolução da ciência é impressionante. Hoje em dia, há especialistas capazes de reproduzir como se de um diário se tratasse os pensamentos de um cão. Isto através da análise dos seus latidos e das marcas que deixa. No entanto, os investigadores pertencem à Companhia (ver Prison Break) e esta tecnologia não está disponível para a população em geral. Apesar de tudo isto tivemos acesso a um teste efectuado a um espécime canino, Brian, um labrador bebé que recebeu o nome pelo fascinío do seu dono em Family Guy. Fiquem assim com um excerto do diário.

12 de julho de 2012
O cromo do meu dono ainda não veio passear comigo, aposto que está ainda a dormir. Vi-o chegar ontem às 6 da manhã e devia estar bêbedo porque ficou quinze minutos a falar comigo e a tentar comer o isqueiro. Agora vai dormir até às duas da tarde e eu não passeio... Hoje apetecia-me mesmo dar uma volta, a beagle do vizinho piscou-me o olho. É fofinha, o raio da cadela. No outro dia vi-a a correr atrás dum pássaro toda contente e não me contive, comecei a abanar a cauda como um maluco!

(...)

15 de julho de 2012
Que belo dia que foi hoje! O meu dono levou-me a passear e brincou comigo. Fomos ao parque e ele deixou-me levar a bola fofinha do Mac Donald's. Passámos por um yorkshire pequenino e o meu dono ficou a falar com a dona. Não gostei muito dele, não parecia nada fixe mas a dona fez-me festinhas na orelha como eu gosto. Podia namorar com o meu dono para me fazer mais festinhas!
Depois ainda tive um bocado com o meu dono no quarto dele. Fui para o colo e vi que ele pôs uma foto comigo no Facebook, fiquei logo contente mas não abanei a cauda para não parecer gay. Tinha lá muitos comentários, mas eu não percebo nada do que eles dizem. Era mais fácil escreverem tudo em au au.

(...)

17 de julho de 2012
A gaja do yorkshire veio a casa, o meu dono anda a comê-la. Não trouxe o cão e fez-me muitas festinhas na orelha outra vez. Tem as mamas pequenas mas se ele gosta dela, tá-se bem.
Vi a beagle do vizinho com um caniche. Estou destroçado.


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